Há dias assim. Dias como o de hoje. Dias em que me deixas de rastos. Dias em que repetimos. Dias em cada uma das vezes é única. Dias em que queremos sempre mais. Dias de tesão. Dias de loucura. Dias de vontade. Dias de perfeita sintonia. Dias em que gosto de brincar com o fogo. Dias em que me fodes por trás, pela frente, de lado, por cima ou por baixo e que ainda assim não são suficientes. Há dias em que me pões a gritar e a rir e em que me deixas com as lágrimas nos olhos de tanto prazer. Dias em que uma foda só não basta e repetimos.
Dias em que não sinto as pernas de tão intensos que os orgasmos são. Dias em que me deixas num caco porque adoras. Dias em que me bates de tal forma que me deixas descontrolada, fora de mim. Dias em que uma palmada não é o suficiente e tens de pegar no cinto. 
E eu adoro esses dias!
Há dias em que o tesão, o desejo e a vontade não terminam. Dias em que nem precisas de 5 minutos para recuperar e dois minutos depois já estás pronto para me deixar outra vez sem ar. Dias em que tudo tem outro sabor. Dias em que não há como parar.
Hoje foi um dia assim. Um dia louco. Descontrolado. Intenso. Saboroso. Único. Majestoso. Prazeroso. Foi um dia de palmadas e de cinto. De ser cabra, de ser puta, tal como gostas, de seres descontrolado, de ficares fora de ti.
Hoje foi dia de repetir. De ter orgasmos sem conta. De ficar com dores nas pernas, daquelas dores que obrigam uma pessoa a ajoelhar quando tem de se baixar. De gemer sempre que se curva. De ficar cansada só por ter de se levantar ou sentar. De me obrigar a rezar para que não tenha de me mexer muito.
Hoje foi dia de dares cabo de mim, mas também foi dia de te deixar de rastos, de te deixar cansado, de te ouvir dizer que dou cabo de ti.
Há dias que não são meus, nem são teus, são nossos.
Há dias que são tão bons que não deviam terminar.
Hoje foi um deles.
Hoje foi dia de ficar à espera de mais dias assim.


Capuchinho Vermelho


Imagem daqui

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