Desejo-te. Desejas-me. Chegas-te a mim. Sentes-me. Sentes o meu cheiro. Sentes o meu coração. Olhas-me nos olhos e beijas-me. Começas assim, modestamente.
Metes a tua língua na minha boca. Sentes-me palpitar enquanto
me agarras e me beijas. Enquanto me apertas o pescoço. Mordes-me a orelha.
Mordes-me o mamilo. Apalpas-me. Sorves-me a carne que tornaste dura. Passeias as
mãos pelo meu corpo. Pela minha barriga. E desces. Desces mais. Lambes-me. Sentes
o sabor da minha inquietação. Mergulhas a língua em mim. Afundas-te. Sorves-me.
Molhas-me ainda mais. Deixas a saliva escorrer por ti e por mim. Misturas-te
comigo. Mais fundo. Mais forte. Mais rápido. Sobes e dás-me a provar. Prendes-me
os braços. Penetras-me devagar. Fazes-me gemer. Provocas-me. Começas um jogo de
põe e tira. Devagar para me fazeres s-o-f-r-e-r. Agarras as minhas coxas e
forças-me contra ti. Bates-me. Dás-me uma palmada no rosto. Deixas-me doida. Beijas-me.
Não me deixas respirar. Provocas-me. Deixas-me ainda mais entorpecida. Fazes-me
vir. Não paras. Continuas o teu jogo. Trocamos de posições. Mais uma vez. E outra.
E outra. Fazes-me vir de novo. Atiças-me. Agarras-me. Beijas-me. Tudo de novo. Até
ao meu limite. Até ao nosso limite. Até nos virmos os dois.
Capuchinho Vermelho

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