O nosso dia

Chegamos. A viagem foi longa e, segundo dizes, uma tortura. Entramos no quarto. Beijas-me, tiras a roupa, beijas-me e continuas a tirar a roupa. Vais ao banho e eu atiro-me para cima da cama, enquanto te vejo através do vidro. Bates, chamando por mim e eu, toda contente, vou!
Sabe bem ter o teu corpo colado ao meu. A água corre os nossos corpos e nós beijámo-nos como se não houvesse amanhã.
Ajoelhas-me à tua frente e puxas-me para ti. Sinto a pressão das tuas mãos na minha nuca. Empurras-me para ti e forças. Muito lentamente, engulo-te. Demoras-te em mim. Estás completamente excitado. Tenho-te apenas com a boca. Apoio os braços e tu fazes com que te engula. Uma e outra vez.
Puxas-me e beijas-me.
Agora és tu que a queres.
Saímos do banho e vamos para a cama.
Abres o vinho, bebes um gole e beijas-me.
Sinto-me húmida. Vou-te provocando de forma ostentativa. Faço-me de difícil e vou-me aproximando. Beijas-me de novo. Os teus olhos reluzem. Os gemidos que vou soltando deixam-te ainda mais excitado.
Vais descendo, beijas-me o peito e ao mesmo tempo tocas-me e sentes o quão molhada estou.
Contornas a entrada da vagina com a tua língua. Sinto a tua língua a tocar-me de leve. Chupas. Enfias um dedo dentro de mim. Não paras. Alternas. A respiração aumenta, cada vez mais. A tua e a minha. Puxo-te o cabelo. Aperto as pernas. Contraio o sexo. Puxo-te para mim.
Entras em mim devagar. Vais aumentando o ritmo. Vais-me deixando cada vez mais louca.
Sais de mim e vais beber mais um pouco de vinho.
Continuamos. Gosto de sentir o teu toque. Gosto que me deites de lado. Gosto de sentir a tua respiração no meu ouvido, a língua a entrar. O meter e o tirar, a excitação que tudo me provoca. O sentir o teu descontrole. O entrares em mim, bem fundo. O puxar os cabelos ao mesmo ritmo que entras em mim. O sentir-me cada vez mais encharcada.
Pedes-me que te chupe. E o desejo que te tenho faz-me avançar sem pensar. Humedeço os lábios e coloco-te na minha boca. As minhas mãos vão passeando por ti, pelo interior das tuas coxas. Alterno entre movimentos rápidos e lentos. Vais gemendo e pedes que saia dali.
Trocamos de novo. Agora deixas-me ficar por cima. Gosto de ver a tua expressão. O teu olhar. A tua cara de prazer. O teu ar de descontrolado. De tesão. De excitado. Gosto de te sentir assim. De te ver assim. Gosto de saber que é por minha causa que ficas assim.
Fodo-te devagar, gosto de te sentir dentro de mim. Gosto de ir aumentando o ritmo e de te ir deixando num estado de desespero.
Vais apreciando a cena no espelho. Sei que gostas de o fazer. Gemes de prazer. Pedes que pare. Gostas de prolongar. Depois pedes-me que te foda, que mostre a vontade que tenho em fazê-lo. Mas mais que vontade tenho prazer. tenho prazer em deixar-te nesse estado. Um misto de loucura e tesão.
Podia passar a noite toda a olhar para ti. Para as tuas expressões. Adoro. Dás-me tesão. Deixas-me ainda mais louca. Fora de mim. Com vontade de te foder.
Acelero o ritmo e deixo-me ir. Pedes de novo que pare. Dizes que me queres sentir mais um bocadinho, que é bom demais. E eu deixo. Porque nada me dá mais prazer. Vou-te fodendo devagar. Devagarinho. E depois vou aumentando. Até não aguentar mais, e, até que, em sintonia atingimos o clímax. Até me deixares sem forças e sem ar. Até dares cabo de mim.



Capuchinho Vermelho

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