Dormir contigo tem destas coisas. Não dormir acentua-as
ainda mais.
Acordo contigo e sinto o apelo. Abro os olhos e sinto-te
ali.
Abro os olhos, ainda ensonados, e provoco-te. Obrigo-te a
acordar. Obrigo-te a sucumbir ao ardor, ao desejo, ao fogo que me queima a
pele.
Acordarmos. Roçamos os corpos numa dança envolvente, num
encaixe sublime.
Agarro o teu membro e sinto-o latejar, pulsar. Palpitando
incessantemente, intumescido.
Indico-te o caminho que tão bem conheces.
Sinto-te em mim, afinal és ainda mais perfeito dentro de
mim.
Usufruo-te em pleno. Delicio-me com cada investida, com cada
olhar que me lanças.
Debruço-me sobre ti, és perfeito na minha boca.
Aperto-te entre as pernas, entro e saio de ti ao meu ritmo. À
medida do meu desejo. Ao compasso da minha, cada vez maior, excitação.
Dizes-me que é para vir.
Não resisto e caio nos teus braços, ofegante, desfalecida de
prazer.
Capuchinho Vermelho

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